quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"Se você pretende saber quem eu sou eu posso lhe dizer entre no meu carro..." (Roberto Carlos)




carros-estranhos-3-01

Hoje passei por uma experiência fantástica: fui fazer meu exame prático de direção. Estou desde março desse ano na labuta com esse longo processo que é o tirar carteira de motorista. Você paga um dinheirão, assiste às aulas direitinho, mesmo vendo, diariamente, um monte de mané que só vai na auto-escola deixar a digital e cai fora. Você pena pra conseguir fechar sua carga horária prática, porque os instrutores não têm tempo. Quando, finalmente, vc consegue terminar as intermináveis 20 horas práticas, vc finalmente marca seu exame prático. Ufa! É o grande dia!

Ontem, no meu terapeuta, fiz respiração, meditação, posição do guerreiro (ground), mentalizei, entoei o mantra que me acompanha sempre: entrego, aceito, confio e agradeço. Beleza. Tentei dormir bem.

Hoje, chego no detran, às 7:30. Tudo novo, todo um mundo diferente se descortinou diante dos meus olhos, por trás do meus óculos e da minha miopia. Andei pelo percurso com meu instrutor: balizas, sinalizações, embreagens, meio-fios, examinadores, um sol causticante e centenas de pessoas chegando para o espetáculo. Vc começa a conversar com outras pessoas que estão ali pra fazer o exame e sai até menos pior do que chegou: tem gente mais louca que eu nesse mundo. Eles falam de atropelar gente, de bater carro, de tanta maluquice, que vc acaba se achando alguém normal.

Não sei dizer se estava nervosa, ansiosa, com medo, apoplética. Realmente não sei. Fui a 5ª das alunas do meu instrutor a fazer o exame. Das 4 que me antecederam somente 1 foi aprovada. 

Fui fazer meu exame. Entrei na baliza. Já esqueci de sinalizar uma vez. O cara aliviou pra mim. Vi que precisava ajeitar. Movimentei o volante e ajeitei. Achei que ainda estava fora do prumo. Ajeitei de novo, ou ao menos queria ajeitar. Na minha concentração em mim mesma e no carro, não vi que o examinador já tinha levantado o dedo e feito OK pra eu sair, pq a baliza já estava pronta. Resultado, continuei mexendo no volante. Me ferrei: dei ré olhando pra trás duas vezes e ainda entortei o carro que já estava no lugar. Fim da jornada pra mim.   

Bem, fui no espírito de "ver como é". Fui lá, vi e já sei como é. Agora, tentar novamente! 

Muitas lições pude tirar desse processo: mais auto-confiança; mais concentração no todo e não nas partes; não dar importância demasiada ao julgamento que possam fazer de mim e tirar proveito de tudo que eu viver, absolutamente tudo!

Deixo abaixo alguns clássicos do Roberto que falam sobre carros, amores e dores. 
    
Até mais!

http://www.youtube.com/watch?v=9tcESzrhQXk

http://www.youtube.com/watch?v=vgE4FPH01dg&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=WKASJTeu_MQ&feature=related

terça-feira, 16 de novembro de 2010

De amor y de casualidad...

Hoje meu filho me fez uma pergunta daquelas que exigem que a gente respire um pouco, oxigene o cérebro e, mais que isso, exigem que a gente preste muita atenção ao coração da gente. Ele me perguntou: “Mamãe, quem você ama mais: papai ou eu?” Bem, apesar de gostar muito dos poemas da Cecília Meireles, em especial o que tem como título “Ou isto ou aquilo”, que fala claramente de escolhas, da necessidade intrínseca da vida que é o “fazer escolhas”, noto que esse é um daqueles casos em que fazer escolhas não vai te ajudar muito.

Já ouvi essa mesma pergunta do meu filho outras vezes. Milhares delas. Quase sempre tenho a impressão de que ele, lá no fundinho do coração dele, tem certeza de que ganha essa parada para o pai. Acho que ele pergunta só pra confirmar essa verdade dentro dele. Bem, mas se querem saber como me saio dessa enrascada, confesso que sempre respondo automaticamente: “Gosto o mesmo tanto, só que são amores diferentes!”. Pouco criativo, não é mesmo? Mas garanto, tem funcionado até hoje! Então, vale a máxima: “Em time que está ganhando, a gente não mexe.” E é assim que tem sido. Nesse nosso jogo (meu e do meu filho) a gente vai batendo essa bolinha. E saímos os dois vitoriosos e mais unidos pelo amor que sentimos um pelo outro.

Mas hoje me peguei pensando (e sentindo) algo um pouco diferente a respeito dessas questões. Talvez seja porque um dos meus dois homens (meu marido e meu filho) se encontra longe, lá na Espanha, travando sua batalha, nas arenas do saber: foi concluir sua tese de doutorado. Dei-me, então, ao luxo de “caraminholar” umas coisas: Como somos capazes de amar de infinitas maneiras as pessoas que amamos. Nesse caso que compartilho com vocês, um amor (entre homem e mulher) gerou outro amor (maternal, paternal e filial). Afinal cumprimos nossa grande missão, que nos foi designada por Nosso Pai: crescei-vos e multiplicai-vos!

Quando me conecto intencionalmente aos meus sentimentos e tento, às vezes sem sucesso, traduzi-lo em palavras ou mesmo pensar sobre eles, percebo que o amor que senti há 13 anos, subindo as escadas da FACED/UFBA, aquele que me tirava o fôlego, me fez ver uma verdade que sempre ouvi por aí, mas nunca acreditei nela: existe amor à primeira vista. Foi esse amor que senti quando vi o meu amor pela primeira vez: mas, aonde ele vai? Onde ele está? É exatamente aí que preciso estar. Senti que minha vida estava definitivamente ligada à vida daquela pessoa sobre a qual quase nada eu sabia, além do nome, e a quem eu já amava, mesmo assim. Esse é o tipo de amor que sinto até hoje pela mesma pessoa. O que muda é que agora sei mais algumas coisas a respeito dele. O fantástico é que mesmo assim, mesmo sabendo e vivendo as mesmas pequenas coisas diárias da rotina da nossa vida, olho pra ele e tudo em mim se renova. Redescubro os sentidos de estarmos juntos. Gostamos de rir um com o outro; gosto de dar músicas a ele de presente. Vê-lo abrindo um novo cd ou dvd e ver aquele sorriso largo dizendo que eu acertei em cheio mais uma vez! Não há nada que eu goste mais de presentear a ele do que música. A música é algo que nos une muito. Gosto de dizer a ele que o amo na voz de Vanessa da Mata, de Amy Winehouse, Ivete e Bethânia, Maria Rita, Marisa Monte, tantas mulheres das quais me aproveito pra dizer do meu amor por ele!

Com meu filho, nossa! Que prazer vê-lo sorrir, vê-lo comer (minhas amigas sabem do que estou falando, porque muitas delas têm muita dificuldade em fazer os filhos comerem). É indescritível o cheiro dele quando está dormindo. Eu gosto de ir à noite vê-lo dormir e aproveito pra dar um monte de cheirinhos nele. Nossa! Que delícia! Que delícia sentir o calor e a maciez da pele dele. Como alguém pode ser tão seu e ao mesmo tempo ser alguém com vida própria, com seus gostos e preferências! Gosto quando ele me abraça e diz que sou linda! Quando ele me diz que me ama. A gente brinca de fazer par ou ímpar (com melhor de três) pra ver quem ama mais naquele dia. Ele fica torcendo pra ganhar sempre (é uma graça). Gosto de vê-lo crescer, mas também sofro com isso. Por ele sou capaz de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo! Inclusive sou capaz de dizer não a ele, de colocar de castigo e de brigar com ele! Nos dias de hoje estas estão se tornando verdadeiras provas de amor incondicional! Pois por mais que seja difícil às vezes, dou diariamente essa prova de amor ao meu filho: digo não!

É assim que me sinto ao amar os meus maravilhosos homens! Um amor construído na verdade e na diversidade!

PS: O título dessa postagem é uma homenagem a JORGE DREXLER, um maravilhso cantor-autor argentino. Quem ainda não conhece o trabalho dele ou quem curte e já é fã, pode dar uma olhada no link: http://letras.terra.com.br/jorge-drexler/209738/.
 

        

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Se eu fosse você ia lá...

decoração casas pequenas quartos


Deixo uma dica de site muito legal pra quem quer boas dicas de decoração pra casas e apartamentos. Simples e de bom gosto. Vejam isso:
http://www.acasaqueaminhavoqueria.com/




Gente, sugiro que vcs dêem uma olhada nesse site: http://www.aprendersemmedo.org.br/?p=download-pesquisa-bullying. Nele, nós, pais e mães, educadores e educadoras, podemos nos cadastrar e baixar uma pesquisa bem bacana sobre o BULLYING nas escolas. O site oferece ainda um modelo de teste bem interessante pra gente fazer e verificar se nossas crianças podem estar sofrendo esse tipo de agressão.
Abraços

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Se der, dê uma passadinha por aqui...

[crianca+a+alma+do+negocio]

Gente boa, tem um link para um documentário bem bacana, produzido por Estela Renner, sobre a questão do Consumo e as Crianças. O documentário se chama "Criança: a alma do negócio". É bem interessante para nós pais e mães e para os educadores de maneira geral. Na verdade, vale a pena a gente ver pra entender melhor o mundo em que vivemos e os desafios colocados para as novas gerações. Vejam isso: http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU .

sábado, 11 de setembro de 2010

Uma "quase" ode à amizade


Ultimamente tenho sentido saudade de um tempo quando eu tinha mais tempo para a amizade. Sabe aquele tempo em que a gente podia "perder tempo" falando de um monte de coisas que a gente tinha vontade de fazer e - quase sempre - não fazia...?

Dizem os especialistas e estudiosos da adolescência que esse é um recurso bem característico da fase: a racionalização, o racionalizar, como recurso que usamos em substituição à impossibilidade de realizar um monte de coisas que queremos e o adulto (aquele outro ao qual me oponho) não me deixa realizar. Mas aí... a gente cresce e a racionalização passa a ser o "padrão" de conduta adulta. Ao menos, o que seria "normal" para um adulto. Bem, ao menos para um adulto ocidental "capitalista"... (ops) esse papo tá ficando sério demais....

Voltemos às amizades....

O fato é que tenho amigos e amigas maravilhosos(as). Tenho saudade, às vezes, da pessoa que eu era quando estava com meus amigos(as), num tempo em que eles também eram outras pessoas... (ops) acho que o nome disso já existe no dicionário: NOSTALGIA... Será?! Mas o AURÉLIO diz que Nostalgia é saudade da Pátria. Bem, se posso considerar eu mesma como Pátria... pode até ser. Fui ver se esse sentimento poderia ser MELANCOLIA... Será?! Bem, o AURÉLIO diz que Melancolia é estado mórbido de tristeza e depressão. Não, não chega a tanto... Serão somente os lamentos de uma mulher de 30? (bem, um pouco mais que trinta...). Bem, isso é assunto para uma outra postagem. 

Hoje, acabo de passar por momentos deliciosos em companhia de amigos e amigas. Hoje, temos nossos filhos, nossas casas, nossos carros, nossas vidas profissionais, nossos novos projetos de futuro. Temos nossa amizade! Como mudamos... não importa tanto as mudanças que podemos ver - desde fora - mas aquelas que ocorreram em silêncio... no cotidiano das individualidades de cada um de nós... essas são as que mais interessam! Nos damos conta delas? Como elas impactam nossas vidas? Talvez não tenhamos essas respostas. Não importa... ao menos ainda somos capazes de fazer as perguntas e, mais importante ainda: temos nossa amizade e ter amigos nos ajuda a lembrar quem somos e por quais sonhos ainda suspiramos e lutamos!

Um brinde às amizades!